Jesus viveu uma trajetória de dedicação e cuidado com os mais pobres. Desde o seu nascimento, teve uma vida simples. Nasceu em um estábulo entre animais, cresceu em uma família humilde e foi apresentado no Templo com a oferta dos pobres. Com o passar dos anos, mostrou-se próximo daqueles que eram discriminados e desprezados da sociedade e fez dessa a sua missão de vida.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres.” Lucas 4,18

Então, o que Jesus espera de nós?

Jesus não apenas deixou o exemplo da solidariedade, como também nos indicou que esse é o caminho a ser trilhado para fazer a vontade de Deus e caminhar na santidade.  Dessa forma, quando olhamos para a sua história, devemos nos inspirar no tamanho do seu amor pelos mais necessitados. O espaço que o pobre tem no coração de Cristo é o que também devemos manter em nossos corações.

“Jesus respondeu: ‘Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois venha e siga-me.’” Mateus 19, 21

Cristo se identifica com o pobre, com o excluído e marginalizado. Portanto, ao manifestarmos nosso amor e cuidado com o próximo, estamos também nos aproximando de Jesus.

“Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram.’” Mateus, 25, 31-46

Você sabia que existe o Dia Mundial dos Pobres? Entenda sobre a data

O cuidado aos mais vulneráveis é também uma das principais pautas defendidas pelo Papa Francisco e uma discussão recorrente na Igreja nos últimos anos.

Nesse sentido, Francisco instituiu, em 19 de novembro de 2017, o Dia Mundial dos Pobres. A data nos propõe refletir e atuar de forma concreta sobre o tema.

 

“Assumamos, pois, o exemplo de São Francisco, testemunha da pobreza genuína. Ele, precisamente por ter os olhos fixos em Cristo, soube reconhecê-Lo e servi-Lo nos pobres.” Papa Francisco

Neste texto, contamos com mais detalhes sobre a história de São Francisco de Assis e seu exemplo de fraternidade.

De que forma podemos estender as mãos para ajudar?

“E muitas vezes nós entramos naquela lógica da indiferença. O pobre está ali e nós olhamos para o outro lado. Estenda sua mão ao pobre, é Cristo.”, Papa Francisco

O primeiro passo para caminharmos em direção a um mundo mais solidário, segundo o próprio Papa Francisco, é combater a indiferença. Ela se manifesta de diferentes formas: no olhar de lado, no sentimento de pena, na doação porque não serve mais, na falta de tempo ou nas ações vazias de amor.

Portanto, estamos falando aqui sobre o sentimento genuíno de se doar para o outro e compreender que somos todos iguais. Como Jesus nos ensinou, não importa a quantia, mas sim a intenção dela:

“Erguendo os olhos, Jesus viu pessoas ricas que depositavam ofertas no Tesouro do Templo. Viu também uma viúva pobre que depositou duas pequenas moedas. Então disse: “Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos. Pois todos os outros depositaram do que estava sobrando para eles. Mas a viúva, na sua pobreza, depositou tudo o que possuía para viver.” Lucas, 21, 1-4

Por fim, queremos te convidar a meditar sobre essas reflexões e promover uma mudança de dentro para fora. Para contribuir com esse processo, deixamos aqui uma breve descrição do Papa sobre o verdadeiro significado da solidariedade.

“Solidariedade é muito mais do que alguns gestos de generosidade esporádicos. É pensar e agir em termos de comunidade, de prioridade da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. É também lutar contra as causas estruturais da pobreza, da desigualdade, da falta de trabalho, da terra e da casa, da negação dos direitos sociais e laborais”, Papa Francisco

Veja também: Solidariedade em tempos atuais: exemplos que nos conectam globalmente

Até o próximo texto!