Se tem uma coisa que os momentos de crise nos ensinam é que não existe melhor remédio para o mundo do que a solidariedade. Como um trabalho de formiguinha, nos juntamos ao redor dos quatro cantos do planeta para estender as mãos para o próximo e enfrentar os desafios impostos pelo novo coronavírus.

Vimos pessoas se reunindo para comprar alimentos e itens de higiene para famílias carentes, restaurantes e pizzarias enviando comida para profissionais de saúde em plantão, voluntários realizando atendimentos telefônicos para prestar apoio emocional, grupos religiosos intensificando suas orações e entre várias outras iniciativas.

Como uma família fraterna global, levamos conforto onde havia desamparo, calma quando o barulho parecia falar mais alto e esperança em dias completamente cinzas. Percebemos, acima de tudo, o quanto a solidariedade é o combustível que precisamos para caminhar em direção a um mundo mais saudável para todos. 

Semelhantemente, ao longo desse período, o Papa Francisco nos deixou mensagens como: 

 

“A solidariedade é o caminho para sairmos melhores da crise”

 

Ainda nesse sentido, o Papa já nos indicou os próximos passos para 2021: 

 

“Que 2021 seja um ano de solidariedade fraterna e de paz para todos”

 

2021: o ano solidário

Nossa corrente fraternal não para por aqui. Segundo o Papa, não podemos desviar nossos olhares do próximo. A paz do mundo depende da continuidade e fortalecimento da fraternidade

 

 

“Somos todos chamados a realizar a paz e a realizá-la todos os dias e em todos os ambientes da vida, estendendo a mão ao irmão que precisa de uma palavra de conforto, de um gesto de ternura, de uma ajuda solidária. Para nós, esta é uma tarefa dada por Deus. O Senhor nos dá a tarefa de sermos operadores de paz.” Papa Francisco

 

Então, como tornar a solidariedade uma prática constante? 

 

Em seguida separamos algumas reflexões e dicas para que juntos possamos marcar 2021 como o ano da solidariedade. 

 

Passo 1: entender a cultura do cuidado

Primeiramente, para seguirmos difundindo as práticas solidárias, precisamos falar sobre o cuidado. A principal reflexão defendida pelo Papa Francisco é que, para cuidarmos do outro, precisamos antes de tudo cuidar de nós mesmos. Isso se resume ao que ele chama de “cultura de cuidado”. 

Ao desenvolvermos essa postura, passamos a vivenciar a verdadeira paz. Aquela que, segundo o Papa, se dá não só pela ausência de conflito, mas também pelo encontro de uma vida repleta de sentido e fraternidade

O desenvolvimento espiritual, a meditação e a oração certamente nos colocam nesse caminho de cuidado com o próprio interior e com o outro. 

 

Passo 2: identificar maneiras de ajudar

Já falamos em outros momentos aqui no blog que ser solidário não se trata apenas de realizar grandes benfeitorias e sim ter uma postura fraternal em relação ao outro. 

A solidariedade pode estar em uma resposta gentil, em um olhar carinhoso ou em um simples abraço. Nesse sentido, precisamos entender que mais do que “fazer”, a solidariedade está no “ser”. 

Assim passamos a compreender que existem diversas maneiras de agir em prol do outro. 

Aqui podemos citar algumas delas como exemplos: 

  1. Doar roupas e itens de boa qualidade que você não utiliza mais. Além de ajudar o próximo, você vai estar contribuindo com a sustentabilidade do planeta; 
  2. Ensinar outras pessoas sobre assuntos ou técnicas que você domina. Nesse sentido, uma dica é usar a sua profissão a seu favor. Se você trabalha com confeitaria, por exemplo, pode compartilhar o que sabe com quem esteja precisando de uma renda. Ou, nesse mesmo exemplo, pode presentear uma família com um bolo. Já pensou que surpresa doce? 
  3. Fazer parte de projetos voluntários e de grupos de oração, intercedendo e atuando a favor da qualidade de vida das pessoas e do planeta;
  4. Doar tempo e amor. Você pode tirar um espaço da semana para falar com um idoso ou com alguém que esteja passando por um momento difícil. 

Sugerimos a leitura deste outro texto. Nele citamos diversos exemplos! 

 

Passo 3: tornar a solidariedade um hábito

Até aqui reforçamos a definição de que a solidariedade está no “ser”. De fato, o ideal é que ela se estabeleça de forma natural em nossas vidas. Porém, ainda assim, nada impede que separemos um tempo de nossas agendas para garantir que essas ações aconteçam de maneira constante.

Por exemplo, você pode se comprometer em ligar toda sexta-feira para alguém.Também pode deixar um lembrete todo mês para revisitar seu armário e separar peças para doação. Ou, no campo financeiro, reservar uma quantia todo trimestre para ajudar uma família ou projeto. E que tal criar o hábito de sempre que for ao mercado comprar um item extra? 

Você pode usar post-its, bloco de notas, agendas e até mesmo a tecnologia a seu favor para cumprir com esse grande compromisso social.