Ações de solidariedade trazem alento e ajudam na travessia dos momentos difíceis vividos com a pandemia do novo coronavírus

A solidariedade move montanhas. Como uma via de mão dupla, ela é feita de pessoas para pessoas e o seu poder transpassa as barreiras físicas. Conectados, mesmo que distantes muitas vezes, vemos a solidariedade transformar comunidades e levar esperança para quem passa por momentos difíceis. Ela é capaz de confortar, aquecer, alimentar e até mesmo dar novos sentidos para a vida.

Um grande exemplo são os inúmeros gestos que surgiram mundo afora durante a pandemia do novo coronavírus. No combate ao inimigo invisível, milhares de pessoas se uniram para praticar o bem de diversas formas, como cada um pôde. As ações foram desde arrecadação de alimentos e produtos de higiene, até criação de campanhas e plataformas de tecnologia do zero para ajudar vítimas, profissionais de saúde e a economia local.

Nesse sentido, quem também nos inspira e reforça a importância de nos comprometermos com o outro é o Papa Francisco.

“Não pensemos só nos nossos interesses. Aproveitemos esta prova como uma oportunidade para preparar o amanhã de todos. Sem descartar ninguém: de todos. Porque, sem uma visão de conjunto, não haverá futuro para ninguém”

Abaixo separamos alguns desses exemplos de solidariedade que surgiram. Que tal se inspirar, compartilhar e também fazer parte?

Papa Francisco e seu exemplo de solidariedade

Além de levar palavras de esperança e solidariedade a milhares de fiéis, o Papa Francisco também tem praticado, desde o início da pandemia, inúmeros gestos. Contamos neste outro texto no blog, do dia em que ligou para o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, para saber das ações de solidariedade que estavam sendo realizadas no Brasil. 

Mas não para por aí. O Santo Padre, moveu diversas campanhas para ajudar os mais necessidades neste momento, como doação de respiradores para alguns países e criação de fundos para trabalhadores em dificuldade. 

Algumas dessas ações estão disponíveis com mais detalhes neste link 

Alimentos e produtos de higiene

O Brasil é um país que historicamente precisa lidar com problemas decorrentes da desigualdade social. A pandemia do novo coronavírus agravou ainda mais a situação de algumas famílias em situação vulnerável.

Como resposta a esse problema, surgiram várias iniciativas para arrecadar alimentos e produtos de higiene, como é o caso da campanha SOS Vila Torres. O projeto arrecadou produtos para comunidades de Curitiba, no Paraná. 

Vemos também padarias, mercados, farmácias, estacionamentos, prefeituras e inúmeros espaços colocarem prateleiras nas portas, com o objetivo de arrecadar alimentos.Assim, as pessoas que passam por esses locais, e que estiverem precisando de algum dos itens, podem pegá-los de graça.

Máscaras solidárias

As máscaras são apontadas pelos órgãos responsáveis pela saúde como item obrigatório na prevenção contra a COVID-19. Nem todo mundo, no entanto, pode comprar esse item, que passou a ser artigo de primeira necessidade. Por isso, as mobilizações de profissionais de costura passaram a ser uma constante.

No mundo, houve o movimento “Masks4all”, que virou hashtag e se espalhou pela internet. No Brasil, há também mobilizações nesse sentido. Curitiba, por exemplo, adaptou sua versão e criou o “Máscaras do Bem”, que pretende doar 100 mil máscaras com a ajuda de uma rede de voluntários. 

Apoio psicológico

O momento de apreensão vivido com a pandemia despertou angústias em muitas pessoas. Nesse sentido, igrejas, universidades, profissionais autônomos e voluntários de dentro e fora da área de psicologia têm se oferecido para ajudar. 

Um exemplo bacana vem da Arquidiocese de Curitiba. A organização criou um serviço de acolhimento, com o intuito de ouvir quem está se sentindo abalado(a) emocionalmente ou se sente sozinho(a). O projeto se chama “Escuta Solidária” e tem mais de 60 voluntários para atendimento de ligações desde o seu lançamento, em abril.

Ações de voluntariado 

Mesmo que com os riscos de contágio envolvidos nessa tarefa, muitas pessoas têm se voluntariado a trabalhar na linha de frente do combate ao novo coronavírus. O governo do Paraná, por exemplo, criou um site no qual pessoas em boas condições de saúde e com idade entre 18 e 59 anos, podem participar de ações voluntárias. Não há exigência de uma área específica, profissionais de todas as áreas podem se colocar à disposição. 

Plataformas de tecnologia 

Além disso, outro movimento de solidariedade que chamou atenção foi a criação das plataformas colaborativas. 

Um exemplo nesse sentido é o “Existe Amor em Curitiba”, que unifica em um só lugar diversas formas de apoio: fornecimento de alimentos, materiais de higiene, atendimento psicológico e outros.

Mais uma iniciativa é a “Solidariedade que Aquece”, uma plataforma que, além de conectar pessoas e ações, também traz notícias de esperança e solidariedade. 

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Mãos à obra

Por fim, não nos esqueçamos das palavras de Papa Francisco: 

“Se o mal é contagioso, o bem também é. Deixemo-nos contagiar pelo bem e contagiemos o bem!”

Então, vamos dar a mão a um irmão?